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quinta-feira, 31 de maio de 2012

PONTA DELGADA

JARDIM JOSÉ DO CANTO

PONTA DELGADA

JARDIM JOSÉ DO CANTO

PONTA DELGADA

De acordo com E. Goeze, no século 19, Jardim José do Canto foi considerado o maior jardim botânico privado da Europa. Neste jardim, de propriedade da mesma família há mais de 17 gerações, vários edifícios existem hoje: a "Vicorian" estufa (adaptado para Pavillion partes), a capela de Sant'Ana (século 17), uma mansão do século 18; e, o Palácio, cuja construção começou na década de 40 (a casa antiga (século 16) da propriedade havia caído em ruínas, como conseqüência de um terremoto. O palácio foi concebido em estrita obediência dos preceitos neo-clássicos do italiano Andrea Palladio (1508-1580). Toda a estrutura é feita de blocos de basalto pedras cortadas em cubos ou paralelepípedos grandes: cerca de 3500 pedras ornamentais de alvenaria foram cortadas à mão. Madeiras utilizadas incluem acácia, velho criptomeria, cedro e madeiras duras de árvores que caíram com as tempestades no Parque. O jardim é composto de vários milhares de espécies de plantas, todos os quais foram importados de viveiristas de todo o mundo. José do Canto era um entusiasta do trabalho duro que até tinha uma lista de espécies que não queria crescer, a fim de criar seu jardim perfeito! O jardim e os prédios foram classificados como de interesse público. É registado com o "Botanic

PONTA DELGADA

JARDIM JOSÉ DO CANTO

PONTA DELGADA

O Jardim José do Canto é um jardim botânico Português localizado na cidade e concelho de Ponta Delgada, na ilha açoriana de São Miguel. A história deste parque botânico começa com a pessoa de José do Canto, um dos mais abastados homens da ilha de São Miguel que mandou plantar nas terras que foram da sua esposa, a 12ª Senhora da Casa e Morgado da família Brum, D. Maria Guilhermina Taveira de Neiva Frias Brum da Silveira. Estes terrenos encontravam-se vinculados aos bens de D. Maria que foi a sua última administradora. Esses vínculos eram muito antigos e provinham de Diogo Vaz Carreiro e do licenciado António de Frias, estando assim na família há vinte gerações. Foi Gonçalo Vaz Carreiro, um povoador vindo para a ilha de São Miguel no século XV o primeiro proprietário destas terras. O historiador açoriano Gaspar Frutuoso, informa que a sua saída do reino se ficou a dever a uma questão sentimental e informa: “Havia-se casado este Gonçalo Vaz, contra vontade de seus pais, com Isabel Cabeceiras, (…) moça tão formosa, que se falou em sua formosura à mesa de El-Rei D. João II; e pela razão daqueles males e a conselho do sogro, veio então a esta Ilha, recebendo do Capitão todas as terras, tantas e tão importantes que se afirmou rendiam cada ano mais de dois mil moios de trigo, que êle por sua vez espalhava em dádivas por outros colonos e vizinhos que conhecia, consolidando assim fidalgamente a situação privilegiada que desfrutava." D. Maria Guilhermina era muito nova quando herdou a Casa Brum de Ponta Delgada, tendo sua mãe procurado fazer o seu casamento o mais rápido possível. Assim o casamento veio a ocorrer em 17 de Agosto de 1842 com José do Canto. Este tinha 22 anos de idade e ela 15. José do Canto era um homem letrado e grande conhecedor de botânica facto que muito contribuiu para a implantação deste jardim. Corria o ano de 1843, faz encomendar em Londres a planta para o parque e para o que viria a ser o seu palácio. Esta encomenda foi feita à pessoa de David Mocatta (1806-1882), homem considerado de bom gosto e que tinha vivido muitos anos em Itália e que José do Canto entendeu ser a pessoa certa para realizar o que desejava. Em 1885 o projecto do jardim já estava quase terminado para o que José do Canto pagou um preço que considerou “exorbitante”. Além das pessoas que contratou para a criação do jardim, o próprio José do Canto durante cinquenta anos, período em dividiu o seu tempo entre o viver em Paris e em São Miguel, tratou de angariar permanentemente espécies para o seu Jardim. Para esse efeito foram contactados os maiores viveiros que na altura existiam, e fê-lo por carta e pessoalmente. As correspondência trocadas entre ele e esses viveiros são as mais variadas, encontrando-se entre elas uma curiosa dado o acontecido, pois é referido que encontrando-se um lote pronto a ser expedido do jardim da cidade de Argel para a ilha de São Miguel o mesmo foi (“atacado e comido por uma praga de gafanhotos”). O enriquecimento e expansão do parque durou mais de metade do século XIX. O projecto é considerado terminado entre 1845 e 1846, tendo José do Canto morrido em 1898. Desde o início da sua criação, chegou a este parque mais de 6000 espécies. A enorme riqueza botânica deste parque encontra-se documentada por um catálogo, elaborado pelo próprio e ao qual deu o nome de “Enumeração das Principais Plantas Existentes no meu Jardim de Sta. Anna, na primavera de 1856: ordenada por José do Canto”. Seu irmão, Ernesto do Canto, deixou no mesmo manuscrito, a nota seguinte: “Contem 1028 géneros e aproximadamente 6000 espécies”. Este catálogo bastante pormenorizado foi sendo actualizado pelo próprio José do Canto com referências a compras posteriores e algumas indicações sobre “o destino” de plantas e sementes: (“morreu em..., nasceu”, etc.). chegando o catálogo a referir em alguns casos, indicações sobre as entidades às quais as plantas ou sementes foram adquiridas. Em 1866 o Dr. Edmond Goeze, então Director do Jardim Botânico de Coimbra, faz uma visita a este jardim e ao chegar novamente a Coimbra apercebe-se a enorme diferença entre os dois pelo que se recorrer dos jardins de São Miguel e dos respectivos “jardins de aclimatação” para a aquisição de plantas. Fez um relato de viagem que fez publicar em Coimbra, na Imprensa da Universidade, em 1867, sob o título “A Ilha de S. Miguel e o Jardim Botânico de Coimbra”. Por várias décadas vários foram os jardineiros tanto estrangeiros, principalmente ingleses, como portugueses que trabalharam neste Jardim. O primeiro foi George Brown (1812-1880) que já vivia na ilha de São Miguel desde 1861. Com a morte de D. Margarida Brum do Canto Hintze Ribeiro, (Filha de José do Canto) em 1937 são feitas partilhas e o Jardim é dividido em duas fracções de tamanho diferente. Numa parte referente à extrema norte da propriedade, embora uma área pequena mas importante por nela se encontrar implantada a casa do “Calço da Má Cara”, cabe a António Brum do Canto Hintze Ribeiro (filho de D. Margarida), cabendo o restante Jardim, e as ruínas das casas de Diogo Vaz Carreiro, a D. Maria da Graça (neta de D. Margarida), casada esta em 1938 com Augusto de Athayde. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.